A História de Albion – Parte 2

21 de setembro de 2026
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Como prometido, aqui está o segundo trecho do novo livro de Brian Bifford, Albion: Uma Biografia. Devido ao "interesse" avassalador pela primeira publicação, gostaríamos de informar que quaisquer preocupações sobre um viés anti-heroico devem ser enviadas ao Sr. Bifford em vez de direcionadas à Sociedade Histórica Amigos de Albion ou à livraria Belo Tomo de Bowerstone. (Livraria Belo Tomo: "Deleite-se no livro e na livraria.")

O Reino Antigo

Após a derrota da suposta "Corte", fica claro que Albion celebrou. E com afinco.

Uma tapeçaria surpreendentemente ousada que retrata as festividades, encontrada nas ruínas do Forte Oakguard, sugere que a cerveja foi inventada durante a festa. No entanto, é reconhecidamente difícil verificar tal alegação fantasiosa, considerando que a tecelagem vai ficando cada vez menos precisa e mais manchada por vômito.

Porém, assim que a ressaca passou, a população recém-liberta se encheu de expectativas em relação ao futuro e aos Heróis. William Black, de forma intrigante, desaparece do registro histórico a esta altura (levantando a inquietante possibilidade de ele também ter sido uma invenção posterior), mas os compatriotas dele, bem como os seguidores destes, já estavam usando Força, Habilidade e Determinação para reestruturar o território.

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Primeiro veio a fundação das cidades gêmeas de Bowerstone e Bloodstone por suas respectivas figuras campeãs, a Heroína de Bower e le Heroíne de Blood. Duas capitais para Albion: uma no sul, às margens do Rio Bower, e uma no norte, na Baía de Bloodland. As grandes cidades foram então interconectadas por novas estradas que, com muita bravura, cortavam o exato âmago de Deepwood. Essas estradas representavam a promessa de uma nova Albion, absoluta e unida.

(Bloodstone e Bowerstone entraram em conflito imediatamente, travando três Guerras de Blood e Bower como parte de uma amarga rivalidade que perdura até os dias de hoje.)

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Em outros lugares, grandes obras-primas da engenharia mágica, como o Quebra-mar, o Farol de Pyke e o Castelo de Bloodstone, foram erguidas por personalidades heroicas lendárias como Shannon de Ferro. Obras icônicas de literatura e arte foram criadas por Heróis, Heroínas e Heroínes bardos, dos quais Edmund Língua-de-Prata é o mais renomado. E figuras heroicas como a Criadora conjuraram estranhos encantamentos e criaram engenhosas invenções, dando voz e movimento a coisas inanimadas. Por exemplo, portas. As portas eram, aparentemente, bem populares.

As pessoas cujo heroísmo pendia para os grandes feitos de Força e Habilidade partiram em busca dos vestígios do reinado da Corte, os monstros e lacaios que os antigos soberanos deixaram para trás. A arqueira Alice Armstrong abateu a grande Fera do Sul com um único tiro antes de fundar o vilarejo de Arrowmark. Samuel Casca-Negra, enquanto isso, queimou vastas extensões de Deepwood, criando o condado de Oakshire onde antes havia apenas uma imensa floresta sombria.

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Apesar disso, como dizem os habitantes do que hoje chamamos de Wraithmarsh, nem tudo que os Heróis Antigos construíram foi feito para durar.

Naturalmente, esses Heróis esperavam algumas coisas em retribuição ao seu trabalho: obediência, admiração e devoção. De fato, os Heróis passariam a formar uma classe dominante aristocrática nesta nova sociedade, que atualmente conhecemos como "Reino Antigo". E o governo deles nem sempre era justo. Algumas dessas figuras históricas, como Brian, o Terrível, Henry Ferro-Negro e a portadora do nome deveras enganoso Diana das Flores, são lembradas até hoje por seu egoísmo e crueldade.

Isso é o suficiente para levantar o questionamento: será que o pobre e oprimido povo de Albion apenas trocou um grupo de tiranos por outro?

Lançamento

23 de fevereiro de 2027

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